OUTSIDER!
O lado outsider do outdoor não reflete o apelativo comercial in box...
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Esta cidade se apresenta no palco da noite,
Toda iluminada com luzes da ribalta,
E minha perspectiva (como pipa de linha dilacerada),
Cai de modo vil por detrás da marquise mofada, ofuscada,
Do frio e luminoso front light neon.
O lado outsider do outdoor,
Não reflete o apelativo comercial in box.
No backstage da exclamativa placa,
Nenhuma expectativa de troca,
Compra ou venda. Apenas ‘Tudo Traça’…
É ali que meu avesso lírico, do afoito provedor consumista,
Contempla a verdadeira e temida,
Folha em branco do autor no underground!
Toda a renda, caso houvesse uma oferta,
Não seria suficiente para a compra de tão caro espaço trash,
De tão imensa e suntuosa a moradia da rica Poesia que é,
Do vagabundo ao artista de rua,
Que extrai seu sustento do marketing voyeur…
Quando a vista se esconde na lembrança,
Após tal observância indiscreta,
O engajamento não arreda o pé…
É que por detrás da placa colorida e chamativa,
Minha razão cúmplice chama a refletir:
Sobre o que importa nesta cidade de luzes e luxo?!
E o brilhante despertar da sinapse acontece,
E o ocaso recebe o conhecimento,
Dos minuciosos fragmentos,
Migalhas que escaparam do show business,
Bastidores dos subterrâneos da City,
Pura e crua, intrínseca arte indoor,
Desprovida de Cachê ou Couvert Artístico!
Impérios Sagrados



É o local onde a poesia nasce. Nos cantos da sala, na periferia, no corre do dia a dia. Difícil uma poesia nascer do luxo, de calma.
Li o seu poema e fiquei pensando: Até onde um artista pode se vender, sem contaminar sua arte? Hoje nos rendemos aos likes. E amanhã? Nos renderemos a o quê?